Até o final dos anos 80, a cidade de Demerval Lobão ainda não oferecia o então 1º grau de 5ª a 8ª série ofertado pela rede pública. A citada modalidade era ofertada pela então Campanha Nacional de Escolas da Comunidade-CNEC. No início dos anos 90 é criada a Associação de Moradores de Demerval Lobão, presidida pela Profª Maria de Lourdes de Sousa (Dilurdes). Através desta associação, muitos benefícios foram trazidos para a comunidade demervalense, entre eles pode-se citar o projeto Casa Escola, no qual professoras podiam montar turmas de alunos de dois a seis anos, para reforço escolar em suas próprias casas, recebendo uma espécie de bolsa a título de remuneração, havia também cursos profissionalizantes (corte e costura e outros) e um projeto para a construção da ponte do bairro Cidade Nova, na Rua Santa Rita.

        A maior conquista da Associação, no âmbito educacional, foi a implantação do 1º grau (Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série) gratuito na  rede pública. Ressalte-se que foi uma árdua luta da Profª Dilurdes que teve a iniciativa de organizar um abaixo-assinado, junto as famílias demervalenses. Essas famílias abraçaram a causa de bom grado pois, os custos para enviar seus filhos para estudar na capital eram grandes e esses pais sonhavam com escola pública e gratuita. Nesse período, na primeira administração do prefeito Washington Marques Leandro, surge a necessidade de se implantar o 2º grau (Ensino Médio), uma vez que já havia turma em fase de conclusão de 1º grau, tornando-se então, uma preocupação do citado prefeito e da Profª Dilurdes.    

       Na época, o governador do Estado era o Sr. Freitas Neto e o secretário de educação, o Sr. Átila Lira. Diante da necessidade de proporcionar aos alunos a continuidade de seus estudos, o prefeito Washington Marques, juntamente com a Profª Dilurdes iniciaram a articulação junto ao governo estadual para a implantação do atual ensino médio. Finalmente no ano de 1992, a professora Dilurde viu o coroamento de seus esforços conseguindo implantar oficialmente o então Segundo Grau Noturno, legitimado por portaria específica expedida pelo mencionado governador.  Firmou-se então uma parceria entre o governo do estado e a prefeitura municipal para a implantação desta modalidade de ensino. Firmada a parceria, entra em cena a figura do Prof. Benito Ferreira, convidado pela administração para ser o Diretor do Ensino Médio. Este enfrentou muitas dificuldades, pois, neste período o governo estava implantando nos pequenos municípios o ensino médio modulado, (atual NEJA). O prof. Benito Ferreira, juntamente com a administração local, articularam junto à Secretaria de Educação pleiteando o 2º grau na modalidade regular, pois entendiam que a mesma era a melhor opção para o alunado.

         A luta não foi fácil, pois, além das dificuldades burocráticas, havia as questões políticas  que dificultaram o processo, mas não fizeram esfriar o ânimo dos que lutaram para esta conquista. Diante destes obstáculos, o município responsabilizou-se por arcar com alguns dos custos de manutenção do 2º grau, para que o mesmo pudesse funcionar e atender a comunidade estudantil. Ao Estado coube ceder os professores e o prédio.

            No primeiro ano de existência, denominava-se Antonio Rufino Simões, com uma turma que, gradualmente foi aumentando. O prédio cedido para funcionamento desta turma foi a Unidade Escolar Wladimir de Abreu, onde funcionou por dois anos. Durante um ano o município foi o responsável direto pela manutenção do 2º grau. Houve muitas dificuldades neste período, pois não havia nos quadros funcionais do município, profissionais que pudesse prestar serviço e a direção da escola, tinha de contratar professores da comunidade para compor o quadro docente. O recurso destinado ao pagamento dos mesmos era oriundo do departamento de 1º Grau da Secretaria de Educação e, por vezes, não chegava no período esperado, atrasando assim, a remuneração destes servidores.  No ano seguinte, o 2º grau passou a ser responsabilidade total do estado. A primeira gestão esteve sob a responsabilidade do Professor Benito Lopes Ferreira (Diretor), Maria de Lourdes de Sousa (Secretária), com os auxiliares Profª Samara de Sousa, Profª Francisca Moraes e Profª Leda Moraes.

            Com o aumento do número de matrículas houve a necessidade de mudar de prédio e desta vez foi cedido o prédio da Unidade Escolar Givaldo Moraes. A primeira equipe docente foi composta pelos/as professores/as: Benito Ferreira, Ismael Gomes, José Acrísio Soares Lima, Jesus Silva, Josué de Almeida Sousa, Josivaldo de Sousa Martins, Gregório de Sousa Martins, Julieta Almeida, Domingos de Oliveira Lopes, Mª Antônia Moura, Lossian Miranda, Kilson Raulino Ramos Liuzman Barbosa Bacelar Miranda e outros.

               A segunda gestão esteve sob a responsabilidade da Profª Verônica Carvalho, no período, havia morrido uma grande educadora, a professora Maria Guadalupe Feitosa e, no desejo de prestar uma homenagem à mesma, alunos e professores deram seu nome ao Ensino Médio que passaria a funcionar na Unidade Escolar Givaldo Moraes, utilizando a denominação Unidade Escolar Profª Maria Guadalupe Feitosa – Ensino Médio.

           No ano de 2000, dado o grande número de matrículas, mudou-se novamente para a então Unidade Escolar Antonieta Ribeiro Moraes, utilizando a denominação já mencionada. Na U. E. Antonieta Moraes funcionava o ensino fundamental nos turnos manhã e tarde, sob a direção da Profº Francisca de Assis Araújo Moraes. Uma inspeção realizada pela Secretaria de Educação constatou número insuficiente de alunos neste nível e ainda, a existência de salas ociosas e assim, a secretaria decidiu pelo funcionamento do Ensino Médio na U.E. Antonieta Moraes. No período, a gestão do ensino Médio estava sob a responsabilidade da Profª Rosemary Gomes da Silva Rocha. De 2000 a 2003 as duas modalidades de ensino funcionaram juntas no mesmo prédio, mas com denominações diferentes e nos turno manhã e tarde.

          No ano de 2003, o ensino médio, na gestão da Profª Nádia Martins de Oliveira Figueredo, manteve a denominação Unidade Escolar Profª Maria Guadalupe Feitosa – Ensino Médio, através da portaria GSE/144 de 14 de setembro de 2003, expedida pelo então secretário de educação Antonio José Medeiros. Havendo, porém uma controvérsia na utilização do nome do Ensino Médio, aconteceu um plebiscito em 28 de abril de 2005, autorizado pela instrução normativa 003/2004 onde foram votados os dois nomes e foi escolhida a denominação Unidade Escolar Antonieta Ribeiro Moraes. Desde então, todos os documentos expedidos tem esta denominação. Ressalte-se que prédio foi construído na gestão do Governador Hugo Napoleão em 1986, o qual homenageou a então prefeita e professora Antonieta Ribeiro Moraes.

 

          O atual Ensino Médio se constitui na única escola a ofertar esta modalidade de ensino no município. Desde sua criação até hoje, muitos alunos ilustres estudaram na instituição, alguns deles atualmente, compõe o corpo docente: Prof. Givaldo Soares, Profª Nádia Figueredo, Prof. Moura Júnior, Prof. Rafael Galvão (atual Diretor da U.E, Francisco Luis de Moraes-Lagoa do PI), Prof. Renato Dione (atual Supervisor) Prof. Alcides Rosa e outros.

        Quanto aos símbolos da escola, a bandeira foi escolhida na gincana escolar, assim como foi composto, o hino oficial da escola, cujo autor foi  aluno Alexandre Lima. Há também o brasão oficial da escola.

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